V ENCONTRO PARANAENSE DE PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL – PSICOLOGIA E A EDUCAÇÃO BÁSICA: Desafios e proposições

O V Encontro Paranaense de Psicologia Escolar e Educacional, também promovido pela ABRAPEE  está se aproximando!!!

DATA: 27 a 29 de Agosto de 2014

LOCAL: UNIOESTE – FOZ DO IGUAÇU

PROMOÇÃO: ABRAPEE – UEM – UNIOESTE

APOIO: UNIAMÉRICA

Se você ainda não se inscreveu aproveite e clique aqui para efetuar a sua inscrição.

Para maiores informações entre no site: http://www.unioeste.br/eventos/encontropsicologia/

 

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Inscrições prorrogadas para o II Encontro Paulista da ABRAPEE!!!!!

Nova Divulgação II Encontro_prorrogação de data

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O saber em saúde e o cuidado de si: Tudo que você queria saber e não sabia que já sabia

Webinário debate

 

 

‘Debate na próxima semana poderá ser acompanhado online’

A comunicação entre o portador de uma doença crônica e o seu cuidador envolve muitos aspectos, e a forma como ela se dá pode definir a diferença entre um resultado bom ou ruim, com melhor ou pior qualidade de vida para o paciente.

 

Na próxima sexta-feira, 15 de agosto,  a Rede HumanizaSUS vai promover um Webinário sobre essa  relação entre usuários e profissionais de saúde. Para falar do tema, a usuária do SUS Debora Aligieri e o médico e docente (UNESP) Antonio Pithon Cyrino farão um bate papo em rede com chat aberto, mediado pelo médico sanitarista e docente (USP) Ricardo Teixeira.

Mais do que um debate teórico, o webinário é a produção do encontro entre um médico diabetólogo e uma usuária que possui diabetes. Ambos serão desafiados a falar, não sobre a doença, mas sobre a complexidade da relação que se estabelece entre profissionais de saúde e usuários, sobre o instigante encontro entre saberes-poderes de naturezas distintas, porém ambos altamente relevantes.

Muitas vezes os profissionais de saúde simplesmente depositam seus conhecimentos teóricos sobre as pessoas, sem ao menos questionar se as orientações passadas são aplicáveis ou não à realidade de cada um em particular. O usuário, por sua vez, nem sempre conta à equipe o conhecimento que já tem sobre sua própria vida e sobre seu corpo e, mesmo sabendo que as orientações passadas não se adaptam à sua realidade, não questiona o profissional da saúde sobre uma alternativa para que o cuidado aconteça, mas de uma forma possível para a sua realidade concreta.

Quando alguém pensa “o médico diz para eu fazer isso porque não é ele que vai fazer” exprime justamente esse embate de realidades. De fato, não é a equipe de saúde que vive a vida do portador da doença, e o portador da doença não tem a vida do profissional que lhe passa as orientações. Na verdade, nem pacientes, nem profissionais de saúde, tem o mesmo tipo de vida entre si. Somos todos únicos e diversos em nossas vidas.

A oposição entre profissional de saúde (colocado no lugar daquele que tudo sabe) e paciente (quando visto como aquele completamente desprovido de conhecimento) impede que as orientações de “autocuidado” se efetivem em um “cuidado de si” porque ignora o que há de mais humano em cada pessoa: sua singularidade.

Nessa conversa, será debatida ainda a complexidade do cuidado em saúde de pessoas em condições crônicas, o que requer uma constante troca entre os saberes da experiência ou da vida cotidiana e o conhecimento técnico-científico.

O webinário é uma oferta de formação e conversação do Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Humanização para o público em geral, realizado por duas frentes de atuação da PNH, a  Rede HumanizaSUS e a Frente de Mobilização Social. O primeiro Webinário foi realizado no primeiro semestre de 2014, com o tema dos Fóruns de mobilização social.

Participe!

Quando: 15 de agosto de 2014

Horário: 15h-17h

Onde: Na sala de eventos da Rede HumanizaSUS http://www.redehumanizasus.net/13180-sala-de-eventos-rhs

Saiba mais sobre nossos convidados:

* Debora Aligieri é usuária do SUS e blogueira ativista em saúde (coordenadora do fórum Diabetes e Democracia)

* Antonio Pithon Cyrino é médico, prof. Dr. da faculdade de medicina da UNESP e  autor do livro Entre a ciência e a experiência: Uma cartografia do autocuidado no diabetes, obra original resultante de estudo interdisciplinar que apresenta os “saberes da experiência” produzidos no cuidado-de-si por portadores de diabetes mellitus.

* Ricardo Teixeira é médico sanitarista, prof. Dr. Da Faculdade de Medicina da USP e consultor da Política Nacional de Humanização

Outras informações:

Política Nacional de Humanização

61 3315 9130

 

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ABRAPEE e a Portaria 986/2014 da SMS de SP – Protocolo de Uso do Metilfenidato

A ABRAPEE vem manifestando apoio referente a Portaria 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo que institui o Protocolo de Uso do Metilfenidato (a droga mais comum no mercado é a Ritalina). Esse medicamento é utilizado no tratamento de portadores de transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, conhecido pela sigla “TDAH”, e Dislexia.

 

Tendo em vista as atribuições do Poder Público em defender a Saúde Pública da população, a prescrição e distribuição de Metilfenidato passa a ser rigorosamente restrita por ser considerada uma droga com alto potencial e com severa tendência de provocar dependência psicológica e física.

 

A prescrição de drogas psiquiátricas à crianças e adolescentes começou a tornar pratica comum em meados da década de 80 e vem aumentando a cada ano o diagnóstico psiquiátrico e a prescrição do medicamento para tratamento nesta faixa etária. Esse número vem sendo divulgado por cientistas ligados à saúde pública, autoridades sanitárias e por artigos veiculados pela grande imprensa.

 

Tanta discussão em torno dessa Portaria da SMS de SP porque diagnosticando o TDAH e prescrevendo o tratamento com essas drogas à crianças e adolescentes haverá um aumento significativo desse diagnóstico nesta faixa etária e esse diagnóstico levará a uma incapacitação desses pacientes por toda a vida, pois o tratamento oferece resultados imediatos para problemas que até então não eram casos para a  medicina.

 

Por trás de tanta polêmica há a campanha da indústria farmacêutica que é a  principal interessada no crescimento desse medicamento visando, claro, o lucro, ao transformar esse diagnóstico numa “epidemia” que precisa ser erradicada. Por isso divulga esse transtorno para promover a droga aos médicos, psicólogos, educadores, familiares e a sociedade em geral, afirmando que o esquecimento infantil e notas escolares baixas são transtornos mentais resultantes de um desequilíbrio químico no cérebro que precisa ser tratado com o uso de drogas.

 

Pelo conjunto dessas informações precisamos apoiar e divulgar essa Portaria para tentar conter o uso indiscriminado desse medicamento, pois é de nossa responsabilidade, como adultos e membros de uma sociedade, proteger esses jovens e crianças dessa pratica inconseqüente.

 

Como a ABRAPEE está abraçando essa causa, divulgaremos todas as notas de apoio que chegarem a nós para que nossos Associados sejam devidamente informados sobre o assunto.

 

Acompanhem!!!!

Clique aqui para visualizar a ‘Nota de Apoio da Associação Brasileira de Saúde Mental’!

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ABRAPEE apóia NOTA do CRP SP sobre Portaria 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo

A ABRAPEE apóia a nota divulgada pelo CRPSP referente Portaria 986/2014 entendendo  a importância dessa Portaria para a regulação do medicamento metilfenidato na cidade de São Paulo e parabeniza a Secretaria Municipal de Saúde pela importante e urgente iniciativa!!! ”

Segue a Nota:

O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP SP, autarquia pública responsável pela normatização, orientação e fiscalização do exercício profissional de psicólogas(os), vem a público parabenizar a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo pela Portaria 986/2014, que instituiu o Protocolo de Uso do Metilfenidato, medicamento utilizado no tratamento sobretudo de crianças e adolescentes, supostamente portadores de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH e de Dislexia.

 

Reconhecendo as controvérsias quanto ao diagnóstico e enfoques terapêuticos do TDAH e da Dislexia, a Portaria avança no cuidado a crianças e adolescentes, ao estabelecer critérios para a prescrição do Metilfenidato, que se dará a partir de avaliação multiprofissional que considere aspectos físicos e psicossociais dos usuários, bem como impactos do medicamento em sua vida. Da mesma forma, avança ao reconhecer que o diagnóstico indiscriminado desses transtornos, vem transformando comportamentos e questões de outra ordem, sobretudo escolares, em doenças, individualizando sofrimentos e desresponsabilizando o contexto em que vivem as pessoas diagnosticadas.

 

Pesquisas e discussões têm problematizado intensamente concepções e práticas no trato à questão, evidenciando a falta de consenso sobre a temática. Muito se tem apontado para a falta de evidências científicas para a existência de uma patologia como descrita nos manuais diagnósticos e de critérios objetivos nos diagnósticos, resultando em um vertiginoso aumento de pessoas diagnosticadas com o suposto transtorno e, consequentemente, na prescrição e consumo do metilfenidato. Com índices de ocorrência assustadores, o TDAH poderia acometer até um terço da população, o que pode ser entendido como expressão de processos de medicalização e patologização da vida.

 

Tais processos fazem com que passemos a entender diferentes fenômenos da vida a partir do binômio saúde-doença, desconsiderando determinantes históricos, sociais, culturais, econômicos, políticos constitutivos desses fenômenos e atribuindo os produtos dessa complexidade a fatores meramente individuais. Assim, em um processo reducionista, os sintomas e sofrimentos vividos por uma pessoa passam a ser entendidos como causados unicamente por questões pessoais, sobretudo biológicas, sem que se considere o mundo em que vive e sua trajetória nele.  Nesse processo, frequentemente aqueles que expressam modos outros de ser, pensar, se comportar, aprender, e, assim não atendem expectativas sociais, são entendidos como pessoas doentes. Mesmo sabendo que modos e contextos de vida fazem adoecer, estes costumeiramente são desconsiderados. Daí a importância do diagnóstico a ser realizado, conforme pretende a Portaria, considerar processos e contextos sociais e relacionais, em diversas dimensões da vida pública e privada, tais como família, escola, trabalho, vida comunitária, entre outros. Quer dizer, o diagnóstico deve ser um momento em que se resgatam histórias singulares e que, ao mesmo tempo, produza singularidades.

 

Cabe destacar que o diagnóstico de TDAH se dá sobretudo por queixas escolares, referentes ao comportamento e aprendizagem de crianças e adolescentes, o que requer que se conheça a realidade do sistema educacional ofertado à população. Requer-se também o desenvolvimento de estratégias pelas escolas para o enfrentamento de situações que produzem o encaminhamento desse público aos serviços de saúde.

 

Outro aspecto importante apontado pelas pesquisas e discussões diz respeito à efetividade do tratamento medicamentoso ofertado a crianças e adolescentes com TDAH. O metilfenidato trata-se de uma substância psicoativa com graves efeitos colaterais, tais como problemas cardíacos, alucinações, psicose, pensamentos suicidas e o chamado zombie like effect, resultado de sua alta toxicidade. Ainda, o medicamento pode causar dependência, estando associado ao uso de drogas na vida adulta. Nesse sentido, sua prescrição e administração deve se dar de forma criteriosa e rigorosa.

 

Dessa forma, o CRP SP entende que a Portaria 986/2014, além de fazer avançar a política pública de saúde à população, fortalecendo a perspectiva da atenção multiprofissional e garantindo, assim, os devidos cuidados, é uma importante medida no enfrentamento a processos de medicalização e patologização da vida, o que significa lutar pela afirmação do direito humano de podermos ser diferentes, singulares e de que tais diferenças enriqueçam nosso projeto de sociedade.

 

Às psicólogos e aos psicólogos que certamente participarão da avaliação multidisciplinar proposta pela Portaria, cabe contribuírem para romper com lógicas que patologizam o sujeito pelas problemáticas vividas, entendendo como modos e contextos de vida contribuem para a produção dessas problemáticas, considerando, assim, a necessidade de transformações nos campos institucionais e relacionais vividos pelas pessoas.

 

Atenciosamente,

 

Conselho Regional de Psicologia – 6ª Região

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Menos remédio e mais cuidado

Medicamento para o tratamento de déficit de atenção tem uso restringido no município de São Paulo.

A Secretaria de Saúde do município de São Paulo mudou a regra para a prescrição dos medicamentos indicados para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A regulação está na Portaria nº 986/2014–SMS.G, publicada no mês passado (12/06), e vale para quem se trata na rede pública de saúde.

A norma modifica o foco do tratamento e prioriza o viés psicossocial no lugar do medicamentoso. O distúrbio tem sido alvo de estudos, matérias e artigos no mundo todo, já que cada vez mais crianças e adolescentes são diagnosticados com o TDAH.

Leia a reportagem completa no site da Fepesp.

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II Simpósio Baiano “Medicalização da Educação e da Sociedade: da crítica à construção de práticas desmedicalizantes”

Após 2 anos do I Simpósio Baiano com avanços na crítica sobre a medicalização e na construção de práticas para valorização da complexidade na vida humana apresentamos o II Simpósio Baiano a realizar-se nos dias 31/07/2014 e 01/08/2014.

Neste evento também terá enfoque as formas de compreender a vida com participações de profissionais da área da saúde, educação e artistas que abraçam essa causa.

“Vamos brincar e desmedicalizar a vida!!!!!”

 

Clique e confira o vídeo ilustrativo.

 

 

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